Deixar as crianças na creche, chegar na hora ao trabalho, buscar os filhos na babá, preparar o jantar, terminar um dossiê urgente… os dias das “mães trabalhadoras” e “pais trabalhadores” são preenchidos, cronometrados e longe de serem relaxantes.

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Ter um filho traz uma série de questões, incluindo a gestão da vida profissional e familiar. Escolher um ou outro, ou conciliar os dois: uma escolha complexa que pode ser fonte de conflito dentro do casal. Portanto, é importante fazer as perguntas certas, para não se arrepender dessa decisão.
Encontrar um equilíbrio entre vida profissional e vida familiar
Após o nascimento do seu pequeno, alguns desejarão retomar uma atividade profissional, pois isso traz satisfação pessoal. Às vezes, você tem medo de fazer uma escolha: sacrificar sua vida familiar em detrimento da sua carreira ou vice-versa. Renunciar a um dos dois gera nos pais uma certa frustração. Seu desenvolvimento pessoal passa, então, pela conciliação dos dois. Mãe Galinha testemunha sobre as razões e a alegria de voltar ao trabalho após 8 meses de pausa para cuidar do seu filho: “Amo meu filho infinitamente, mas preciso retomar uma vida social. Às vezes […], sinto que estou muito mais cansada por ter passado um dia com ele do que um dia no trabalho.”
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Para outros, é a oportunidade de fazer uma “pausa” para aproveitar ao máximo o tempo com seus filhos.
Às vezes, a escolha se impõe por si mesma: mães ou pais solos são obrigados a trabalhar para suprir financeiramente as necessidades de seus filhos.
Cada vez mais pais desejam tirar sua licença parental, para se envolver mais em seu papel de pai. No entanto, muitos temem ser penalizados em suas carreiras profissionais. Um obstáculo que muitas vezes os leva a priorizar sua vida profissional. Na França, a reforma sobre a licença parental foi aprovada pelo Senado no dia 17 de setembro passado. Entre outras coisas, o segundo pai (geralmente o pai) poderá tirar seis meses de licença adicional.
Refletir pessoalmente sobre o assunto é necessário. Identifique suas expectativas, necessidades e prioridades. Trabalhar, dedicar seu tempo à família ou conciliar os dois: o importante é encontrar um equilíbrio que funcione para você e sua família. Em seu blog “8 em casa”, Cécile testemunha sobre a dificuldade, mas também a possibilidade de conciliar uma vida profissional com uma vida familiar: “O mais gratificante, para mim, é o estado das crianças: nível de humor, apetite, sono, resultados escolares: é um bom termômetro da conciliação entre vida profissional e vida familiar.”
As francesas têm dificuldade em conciliar vida profissional e vida familiar
As francesas se preocupam mais com sua família do que com seu desenvolvimento pessoal.
Conciliar vida profissional e familiar: uma expectativa importante dos pais, insuficientemente considerada pelas empresas.
Segundo um estudo realizado pela UNAF e pelo Observatório da Parentalidade (abril de 2013): -93% dos pais empregados consideram que o equilíbrio entre vida profissional e familiar é uma preocupação importante. -76% deles acreditam que suas empresas não fazem muito para ajudá-los.Na França e no exterior: Conciliar vida profissional e vida familiar é mais angustiante para as mulheres do que para os homens.
Segundo um estudo americano (agosto de 2013) realizado com 500 famílias: -As mães ativas estão preocupadas durante ¼ do seu tempo acordadas (o que é aproximadamente equivalente para os homens). No entanto, essas preocupações não afetam os homens, mas têm efeitos negativos no bem-estar das mães. Segundo os autores do estudo, as expectativas sociais levam as mães a responder de maneira desproporcional aos aspectos menos agradáveis relacionados às questões familiares. -Além disso, o estudo revela que 25% dos pais ativos estão preocupados com seu trabalho fora do horário, contra 34% das mães ativas. Isso se explica pelo fato de que elas geralmente precisam ajustar seus horários de trabalho de acordo com as necessidades da família.Em 2008, para promover um melhor equilíbrio entre vida profissional e vida familiar, uma iniciativa foi lançada: a Carta da Parentalidade. Atualmente, mais de 400 empresas assinaram essa carta para promover a parentalidade nas empresas. Seus objetivos são reduzir o estresse entre os pais ativos e diminuir seu absenteísmo. Para ajudá-los a conciliar os dois, foram implementadas ações: a eliminação de reuniões no final do dia, a criação de creches empresariais, o teletrabalho…
Os 4 mandamentos para conseguir conciliar vida profissional e familiar
1.Assuma sua escolha: explique aos seus filhos que você ama seu trabalho e que ele também contribui para sua felicidade. Eles só poderão se orgulhar de você. Não é sempre fácil falar sobre isso com seus superiores, mas é importante que eles conheçam suas intenções. É seu direito tirar uma licença parental e obter ajustes de horário.
2.Organize-se: é essencial definir seu próprio quadro de trabalho. Este deve contribuir para seu próprio equilíbrio e bem-estar: alguns vão querer se dedicar ao trabalho durante toda a semana para estar livres no fim de semana, enquanto outros preferem fazer dias mais curtos, mas permanecer continuamente conectados à empresa.
Organizar-se com seu parceiro e outros pais para levar e buscar seus filhos na escola e nas atividades esportivas pode salvá-lo de situações imprevistas!
Se você tem um cargo de responsabilidade, delegar algumas tarefas a seus colegas não é demais. Será mais fácil para você se concentrar em
cada uma das tarefas que você realiza.
3.Passe tempo com seus filhos: a qualidade é mais importante que a quantidade! A refeição pode ser uma oportunidade para compartilhar uma atividade em família.
4.Tire um tempo para você: para evitar o “burn-out”, desestresse! Realize de vez em quando uma atividade que você gosta: ver seus amigos, fazer compras, ir ao restaurante, ao cinema, não fazer nada, fazer trabalhos manuais…
Se você estiver mentalmente, fisicamente e moralmente exausto, e sentir que vai desmoronar, é importante pedir apoio às pessoas em quem você confia!
E você? Que escolha você fez? Como você encarou o retorno ao trabalho? Como você se organizou para conciliar os dois: vida profissional e vida familiar?